A prevenção masculina deve ir além do Novembro Azul

A prevenção masculina deve ir além do Novembro Azul

O mês de novembro trouxe com ele a conscientização quanto à importância da prevenção para os homens. Isso porque, eles raramente buscam cuidados preventivos.

Se a educação em casa e na escola tivesse visão preventiva, com orientações sobre sexualidade, higiene, comportamento e sobre emoções, os homens adoeceriam menos. Prevenção é adotar medidas saudáveis para que se tenha qualidade de vida e saúde. Diagnosticar um problema não é prevenção, mas, sim, detecção.

As maiores causas de mortes em homens são decorrentes de problemas cardiovasculares, tendo a pressão alta, glicose alterada, obesidade, sedentarismo e tabagismo, como fatores de risco. Também a cada dois segundos ocorre um derrame cerebral, problema incapacitante e com sérias repercussões.

O câncer de próstata é o segundo mais prevalente em homens no Brasil e só perde para o câncer de pele não-melanoma.  Os homens também são acometidos por câncer de pulmão, testículo e pênis. Vale ressaltar que o câncer diagnosticado em fase inicial tem mais possibilidade de cura, portanto, deixe o preconceito de lado e se cuide.

O interessante de tudo isso é que, com estilo de vida saudável, evita-se muitas doenças. O papel da alimentação é fundamental, assim como o ambiente em que se vive. Sabe-se que a genética influencia 15%, enquanto os hábitos que temos e como vivemos é que vão determinar como vamos envelhecer. Pode-se envelhecer com energia, saúde, disposição, comendo, caminhando ou acamado, depressivo e sem objetivos. Depende das atitudes e da vida que se escolhe ter. Não se pode terceirizar as escolhas alimentares e os exercícios. Saúde é reflexo do que você come, pensa e sente!

Homens não são SUPER-HOMENS. Conversem com o médico de vocês. Façam revisões periódicas, assim como fazem com o carro. Escolham o melhor combustível (alimentação) todos os dias. A saúde se constrói nos hábitos diários. Melhor do que remediar é PREVENIR!

Alimentação tem papel fundamental na manutenção do bom humor

Alimentação tem papel fundamental na manutenção do bom humor

A alimentação não é exatamente um remédio para estados de tristeza e melancolia. Porém, é certo que ela contribui para manter o otimismo e bom humor, afinal somos o que comemos.

Em quadros depressivos, por exemplo, além do tratamento medicamentoso e terapia, escolher alimentos nutritivos é fundamental. Carboidratos, vitaminas do complexo B e outros minerais também estão envolvidos nos processos de liberação de neurotransmissores. Quando ingerimos carboidratos, os níveis de insulina aumentam, fazendo com que outros aminoácidos sejam transportados para dentro das células. Esse mecanismo possibilita que o triptofano seja absorvido pelas células do sistema nervoso, colaborando para a produção de serotonina.

Consumir alimentos com selênio contribui para regular o humor. O selênio é um potente antioxidante, combatendo os radicais livres presentes no organismo, que podem provocar a degeneração das células. Pessoas que têm deficiência de selênio são mais ansiosas e irritadas, pois ele ajuda a remover minerais tóxicos que prejudicam o funcionamento do cérebro, como mercúrio, chumbo, níquel, cádmio e bismuto. Uma excelente fonte de selênio é a castanha do Pará. Recomenda-se o consumo de uma castanha ao dia. As verduras de folhas verdes escuras, além de conter antioxidantes, são ricas em vitamina B9 e magnésio.

Pães, cereais, biscoitos, massas, arroz e massas integrais, além de frutas e legumes, são ricos em carboidratos. Espinafre, feijão branco, laranja, aspargo, couve, soja, frango, atum, banana, cereais integrais, levedo de cerveja, arroz integral, alho, semente de gergelim contêm vitaminas do complexo B. O ácido fólico contido no espinafre, feijão branco, laranja, maçã e soja pode ser outro aliado.Em contrapartida, é preciso ter cuidado com o consumo excessivo de doces. Em um primeiro momento, eles ajudam a manter o bom humor, mas, em excesso, geram compulsão e modificam a química cerebral, sendo necessárias quantidades cada vez maiores para produzir bem-estar. São uma droga e viciam muito.

Quando comemos açúcar, o nível de glicose no sangue aumenta rapidamente, exigindo que o pâncreas produza mais insulina que o normal. Em excesso, a insulina acaba retirando mais açúcar do sangue do que deveria, levando à hipoglicemia, que reduz a tolerância do organismo aos fatores que geram estresse.

Lembro, ainda, dos benefícios dos exercícios físicos para o bom humor. A liberação de endorfina, substância produzida na glândula hipófise e liberada na corrente sanguínea, gera sensação de bem-estar. A intensidade e a duração do exercício podem ser responsáveis pela concentração de endorfina no sangue.

Dieta do bom humor (e que ajuda a combater a ansiedade)

Dieta do bom humor (e que ajuda a combater a ansiedade)

Estudos indicam que aminoácidos, carboidratos e vitaminas contidos nos alimentos auxiliam na formação e liberação de neurotransmissores do sistema nervoso central, responsáveis pelas sensações de prazer e bem-estar. Os neurotransmissores são responsáveis pela comunicação entre as células do cérebro e, em níveis adequados, favorecem o bom humor.

Os neurotransmissores do bem-estar são a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. A primeira tem ação calmante e sedativa, por isso, também ajuda a combater a irritação da TPM, enquanto que as outras duas garantem energia e disposição. A produção de serotonina está diretamente ligada a ingestão de alimentos fontes de carboidratos, contidos em massas, arroz integral, frutas e legumes, e triptofano, aminoácido precursor da serotonina encontrado em carnes, peixes, leite, iogurte, queijos, nozes, banana e leguminosas.

Os outros dois neurotransmissores, a dopamina e a noradrenalina, são produzidos com a ajuda do aminoácido tirosina, presente nos peixes, carnes magras, aves sem pele, ovos, leguminosas, nozes, castanhas, leite e iogurtes. Por isso, cuidado com dietas restritivas, que excluem alguns alimentos por muito tempo, pois elas podem levar a deficiências nutricionais e de vitaminas. Além de causar muito mau-humor.

A deficiência de carboidratos, aminoácidos e minerais pode acentuar quadros de ansiedade e depressão, embora essa não seja a única causa. O ideal é manter regularmente uma alimentação equilibrada em nutrientes, variando grupos alimentares para que o organismo tenha matéria-prima, como os aminoácidos para produzir serotonina, dopamina, assim como a produção de enzimas digestivas e hormônios importantes também no equilíbrio físico e emocional.

Por que mastigar?

Por que mastigar?

O estômago não tem dentes! O processo da mastigação inicia na boca, com a liberação de enzimas digestivas (amilase salivar) necessárias para quebrar o alimento e, depois, a responsabilidade é do estômago. Em contato com a acidez do estômago, as proteínas (carne, frango, peixes, ovos) são quebradas em aminoácidos, substâncias essenciais para produzir hormônios, neurotransmissores e vitaminas. Intestino, pâncreas e fígado, estes e outros órgãos participam da digestão de qualquer comida e realizam seu trabalho com autonomia total.

Mesmo assim, não dá para dizer que o sistema digestivo é independente do começo ao fim. Isso por causa do abrir e fechar da boca, responsável pela quebra de certos nutrientes em partículas menores e, logo, mais fáceis de serem absorvidas. Com a correria do dia a dia, sem tempo nem para comer calmamente, até as mordidas estão sendo automatizadas para abreviar o tempo à mesa. Essa pressa na hora de comer tem muitos efeitos negativos. Além de atrapalhar a digestão (desconfortos digestivos), dificulta a perda de peso.

Estudos vêm mostrando que, quem mastiga cada porção em média 35 vezes, come menos em relação aos glutões que só repetem o movimento dez vezes. A contração muscular serve de estímulo à liberação de substâncias responsáveis pela sensação de saciedade. Ou seja, quando você mastiga poucas vezes, acaba comendo maior quantidade e vorazmente porque não dá tempo de o cérebro receber a informação que já está saciado. Aí, não tem jeito, a barriga cresce.

Também é importante que o bolo alimentar esteja em contato com toda a boca para promover maior saciedade. Quando a mastigação é bilateral estimula, pelas vias nervosas, o hipotálamo, a área do cérebro que controla a fome.

A chegada dos primeiros bocados de comida no intestino leva alguns minutos. Isso serve como mais um sinal de saciedade. Estima-se que os mecanismos que regulam a fome funcionam após 15 minutos desde a primeira abocanhada. Dessa forma, se não tiver um tempo para almoçar, coma uma fruta ou tome um shake proteico. É melhor do que comer tudo inteiro, sem mastigar adequadamente.

O sistema nervoso leva, pelo menos, 20 minutos para entender que o estômago está cheio. Por isso, é importante respeitar o momento das refeições e se alimentar com calma. Uma mastigação tranquila favorece a saciedade por mais tempo.

Quando a alimentação se torna um problema

Quando a alimentação se torna um problema

Não pode comer milho e soja porque é transgênico. O leite tem porcarias dentro. Suco tem frutose e barrinha de cereal possui glicose, ou seja, também não pode. Sardinha e atum são enlatados, têm alumínio, não pode. Palmito e pepino em conserva nem pensar! Carne tem nitratos, frango tem antibióticos e peixe tem mercúrio. Castanha tem fungos. Salada tem agrotóxicos.

Então, vamos comer o quê? Vento pode? Não. Tem muito CO2 e poluentes.

Quando falo no consultório ‘comam porcaria de vez em quando’ é riso na certa.  No entanto, deixo claro que, por favor, bolacha recheada é demais! Refrigerante, todos sabemos que não faz bem. Mas, um copinho no final de semana não mata ninguém. O segredo é comer de tudo moderadamente. É bacana comer comida de verdade e só isso. Não me refiro às pessoas que têm doença celíaca ou são intolerantes a alimentos específicos, esses têm suas restrições.

A saúde está no equilíbrio. Se você ficar neurótico, não vai comer nada. Além de ficar antissocial, ficará infeliz. Ninguém consegue comer a vida toda frango com batata-doce, seis vezes ao dia. Precisamos do feijão com arroz, das saladas, legumes, proteínas da carne e frutas diariamente.

O que mais intoxica e gera dores de estômago, gosto amargo na boca, são sentimentos ruins, como a raiva, falta de perdão, mágoas, o passado mal resolvido. A preocupação excessiva faz mais mal que o “X-tudo” da esquina.

Quem se preocupa excessivamente e a todo momento em consumir só alimentos saudáveis, orgânicos e naturais pode estar sofrendo de um transtorno alimentar ainda pouco comentado, porém, perigoso. Ele é chamado de ortorexia nervosa e merece atenção.

Lembre-se: com o emocional abalado, a ansiedade aumenta, a compulsão alimentar também, a ingestão de café ou cigarro extrapola, a sensação de vazio se sobrepõe. Vamos cuidar das emoções, preste atenção ao que você está sentindo e como isso reflete na saúde. Saúde é o equilíbrio físico, emocional, social e espiritual.

O importante é o equilíbrio! Cortar tudo que é prazeroso faz mal, exercício excessivo também, até água em excesso não é salutar.  O veneno de cobra em doses homeopáticas é medicamento e em altas doses é letal. Somos seres únicos, com histórias ímpares e necessidades diferentes.

Perda de memória causada por estresse pode ser combatida com hábitos saudáveis

Perda de memória causada por estresse pode ser combatida com hábitos saudáveis

Esquecer onde está a chave do carro, o nome de alguma pessoa, um compromisso ou uma data importante pode acontecer com qualquer pessoa. Mas, quem vive estressado tem mais chances de acabar prejudicando a rotina com esses incômodos. É que o problema acaba se tornando frequente, principalmente, nesta época do ano, na qual o ritmo intenso de trabalho e de estudos vai ocupando boa parte dos dias.

A queixa geral envolve perda de memória e sensação de fadiga, afinal, mais de dois terços do ano já passaram e faltam apenas alguns meses para o período comum de férias. O estresse, nada mais é do que o nível elevado de cortisol presente no organismo. Ele age como uma toxina para os neurônios, gerando as alterações de memória em diferentes níveis, com falta de concentração, diminuição de foco, esquecimento e até esgotamento mental.

Além disso, palpitações, falta de ar, cansaço, insônia, exaustão e aumento de apetite por doce ou salgado são outros sinais de alerta para o desenvolvimento da doença. Também estão associadas a ela as alterações na imunidade, irregularidades no ciclo menstrual, queda da libido e indisposições digestivas, como a gastrite.

O segredo para diminuir e também prevenir os sintomas do estresse está baseado em uma rotina de bons hábitos, alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos. Eles oxigenam o cérebro e trazem sensação de bem-estar, regulando os neurotransmissores cerebrais. A exposição ao sol estimula a produção de vitamina D, que estimula a proteção dos neurônios.

Já na alimentação, que ajuda a armazenar as informações, deve priorizar a variedade de cores. Frutas vermelhas, castanhas e nozes, peixes, linhaça, chia, sementes de abóbora e girassol, abacate, azeite de oliva extravirgem, folhas verdes, como couve, alface, rúcula e acelga, e ovos compõem o grupo de alimentos amigos da memória.

Além do corpo, a mente também precisa de cuidados. É necessário ter uma boa rotina de sono, contato com a natureza e outras pessoas e fazer algumas pausas em uma espécie de miniférias. Deixar a zona de conforto é uma ótima opção. Ler, jogar algo para se entreter, montar um quebra-cabeça ou fazer palavras cruzadas são atividades que trazem bem-estar. Ainda é possível escolher uma rota diferente para ir ao trabalho, aprender um novo idioma e exercitar o cérebro com bons pensamentos em busca de qualidade de vida.