Antioxidantes: entenda o que são!

Antioxidantes: entenda o que são!

São substâncias que o organismo produz para se proteger dos efeitos danosos dos radicais livres, interrompendo desta forma a produção de outros radicais livres e da inflamação.

Os antioxidantes que fazem parte da nossa primeira linha de defesa são: Vitaminas E e C, betacaroteno, selênio, zinco, coenzima Q-10, pycnogenol, ácido lipóico, bioflavonóides, lactobacilos entre outros. Nenhum antioxidante é autossuficiente. Para mantermos a boa saúde, precisamos de todos eles de forma equilibrada.

Mas, afinal, o que são RADICAIS LIVRES? São moléculas ou átomos, com elétrons desemparelhados, naturalmente presente no nosso organismo, com participação ativa em diversos processos como a respiração e a contração muscular. Os radicais livres são sempre ruins para o corpo?

Existem aqueles que são considerados pouco reativos, como o óxido nítrico, que costumam exercer funções fisiológicas benéficas, como a dilatação dos vasos para que o sangue flua melhor, além da defesa contra infecções. No entanto, também existem os que são considerados muito reativos, como o dióxido de nitrogênio. Esses, sim, possuem efeitos danosos ao organismo e podem contribuir para o surgimento de diversas doenças, assim como envelhecimento precoce.

A oxidação é uma reação química básica encontrada na natureza. Embora a maior parte da oxidação e da produção de radicais livres ocorra durante o processo metabólico natural do organismo, o aumento de radicais livres pode se tornar um problema quando foge do controle. Infelizmente, na sociedade moderna, ingerimos uma grande quantidade de alimentos ricos em calorias, mas pobres em nutrientes, as chamadas “calorias vazias”, uma das causas importantes do aumento do estresse oxidativo.

Porém, nem tudo é uma questão somente da alimentação. É importante também o bom funcionamento do sistema gastrointestinal, tanto na absorção de nutrientes provenientes da alimentação quanto na desintoxicação. Hoje, sabemos que a saúde intestinal está intimamente relacionada com a imunidade, principalmente, pela capacidade de produzir anticorpos, bem como facilitar a absorção dos nutrientes para manutenção do bom funcionamento do organismo como um todo.

Hábitos saudáveis são essenciais em períodos de estresse

Hábitos saudáveis são essenciais em períodos de estresse

Uma alimentação balanceada, rica em nutrientes e antioxidantes, é fundamental em períodos de alto estresse, pois é a partir dela que temos os nutrientes para produzir enzimas digestivas e hormônios e para que o metabolismo funcione adequadamente. Por isso, se você está percebendo os sinais do esgotamento mental e físico, dê atenção especial ao que consome.

Uma dica é priorizar alimentos fontes de proteína. Nessa lista estão a carne, peixes, ovos e o queijo. Eles são precursores dos aminoácidos, importantes para a produção de neurotransmissores cerebrais, que auxiliam no humor e bem-estar.

Outro grupo alimentar importante é o das folhas verdes e vegetais ricos em magnésio, vitamina C e colina. Vale, ainda, consumir frutas vermelhas, que são ricas em antioxidantes que auxiliam na redução do estresse oxidativo, aumentado em momentos de tensão.

Consuma mais carboidratos, provenientes de farinhas integrais, cereais, batatas e legumes, pois são fontes de energia e, em momentos de alto estresse, a alimentação deve conter tal macronutriente.  Para completar, aumente a ingestão de água e diminua o café, substituindo-o por chás calmantes como camomila, erva-doce e cidreira.

Sugiro também a você dormir mais cedo, para que a melatonina, indutor natural do sono, seja liberada, promovendo o sono reparador. Busque momentos de relaxamento e lazer para controlar o cortisol. O pensamento anda tão acelerado que atividades que diminuem o ritmo são ótimas para manter o equilíbrio nessa época do ano. Vale meditação, massagens relaxantes, sauna, reike, acupuntura, ioga.

Na medida em que o equilíbrio acontece, o rendimento no trabalho, a motivação e o estado emocional melhoram. A dor de cabeça e as tonturas, comuns em casos de esgotamento mental e físico, cessam. Lembre-se: o corpo fala o tempo todo! Se bateu cansaço incontrolável, exaustão sem relação com doenças ou alterações em exames laboratoriais, é necessário desacelerar e rever atitudes!

Você sabe o que é a Síndrome de Burnout?

Você sabe o que é a Síndrome de Burnout?

Não importa a profissão, o estresse faz parte do dia a dia, afinal, vivemos em um mundo muito competitivo. A Síndrome de Burnout é uma das consequências desse ritmo de vida acelerado, caracterizado por esgotamento mental e físico. Tal estado de tensão emocional e estresse crônico, normalmente, é desencadeado por um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação.

 

Ela é comum em profissionais que trabalham diretamente com pessoas ou que são submetidos a muita pressão. Nessa lista, estão profissionais da área de saúde, bancários, gerentes de projetos, professores, assistência social, recursos humanos, bombeiros, advogados, jornalistas, executivos ou pessoas que realizam dupla jornada de trabalho.

 

Os sintomas são inúmeros e, em fase inicial, podem ser confundidos com depressão. O esgotamento físico e emocional costuma ser percebido através de mudanças comportamentais, como agressividade, isolamento, irritabilidade, oscilação de humor, dificuldade de concentração, ansiedade, tristeza e pessimismo. Também podemos observar outros sinais, como dores de cabeça frequentes, tonturas, alterações no sono, problemas digestivos e intestinais, falta de ar, cansaço crônico, diminuição da concentração, oscilações de humor, suor excessivo, pressão alta, palpitação e irregularidade do ciclo menstrual.

 

Em muitos casos, ocorre, ainda, perda de motivação no trabalho, sentimento de inferioridade, procrastinação na execução de tarefas, faltas ou atrasos. Por tudo isso, além de mudanças no estilo de vida, o tratamento, muitas vezes, é com medicação, mas, dependendo dos sintomas, fitoterápicos podem auxiliar, assim como a terapia, a acupuntura, terapia e férias.

 

A atividade física regular deve entrar para a rotina, pois ajuda a liberar serotonina e endorfinas, envolvidas no humor e na melhora da disposição. Buscar qualidade de vida é uma das armas para prevenir o esgotamento mental e isso inclui cuidar da saúde, dormir cedo e se alimentar bem, praticar exercícios, manter uma vida social ativa e tirar férias, imprescindível para desfocar.

 

Em momentos de estresse crônico, o que é comum nessa época do ano, o mais importante é rever prioridades, parar e refletir. Se você está cansado, desacelere, tire férias, descanse nos feriados, não se cobre tanto. Questione-se: estou vivendo ou estou sobrevivendo? Quantas horas durmo com sono de qualidade? Como está a alimentação? E a saúde em geral?

Alimentação adequada ajuda a combater o hipotireoidismo

Alimentação adequada ajuda a combater o hipotireoidismo

O hipotireoidismo é caracterizado pela baixa atividade da tireoide. Ele deixa o organismo lento e pode ser combatido através da alimentação.

 

Nesses casos, a dúvida é recorrente: o que comer? Lembre-se de consumir alimentos com iodo. Ele é encontrado no sal marinho, peixes de água salgada e frutos do mar, sardinha e no bacalhau. Também está presente em legumes como a vagem, agrião, cebola, alho poró, rabanete, nabo, no abacaxi e na ameixa.

 

Se você tem hipotireoidismo, aumente também o consumo de alimentos integrais, pois, eles são ricos em magnésio e auxiliam na perda de peso, já que intensificam a saciedade após a ingestão. A aveia é outra ótima opção. Ela contribui para o controle do colesterol, muitas vezes, elevado nos casos de hipotireoidismo. Ingira fibras insolúveis, presentes em ameixa, grão de bico e frutas, e de água, assim, conseguirá acelerar o funcionamento intestinal, uma das queixas comuns de quem tem hipotireoidismo.

 

Sementes de linhaça dourada, semente de abóbora e de girassol contêm cálcio e a tirosina, importante para o metabolismo do T4 e T3, hormônios que determinam o ritmo de funcionamento do corpo inteiro. Consuma castanha do Pará, pois o selênio é um mineral importante que participa da conversão de T4 em T3. O selênio é antioxidante, estimula o sistema imune e atua no equilíbrio da tireoide. Cuidado com a selenose (aumento excessivo do selênio). Tudo que é demais é prejudicial.

 

Evite alimentos ricos em carboidratos refinados, aqueles feitos com farinha branca ou açúcar. Eles aumentam a resistência à insulina e, ainda, trazem acréscimos à circunferência abdominal, favorecendo a obesidade. Esta desregula os níveis de grelina (relacionada com a fome e a ingestão de comida) e a leptina (linkada com a saciedade). Ambas as alterações influenciam no funcionamento da tireoide, deixando-a mais lenta.

 

Falta de ferro x anemia

Falta de ferro x anemia

A maioria dos casos de anemia são decorrentes da falta de ferro, junto com a vitamina B12 e o ácido fólico para que o organismo produza glóbulos vermelhos. O ferro é um mineral encontrado no sangue. É responsável, em grande parte, pelo transporte e assimilação do oxigênio pelas células. Ele participa na produção de energia, na imunidade, na cognição, inclusive, na síntese de DNA. O ferro tem um papel importante na formação adequada dos ossos, na cicatrização, na pigmentação da pele e do cabelo e no metabolismo das proteínas. Os grupos mais vulneráveis à carência são crianças em fase de crescimento, mulheres jovens, gestantes e pessoas com má absorção ou que praticam atividade física intensa.

 

FONTES DE FERRO

As melhores fontes de ferro da alimentação são fígado, carne vermelha, aves, peixes, mariscos e ostras. Os feijões e vegetais são as melhores fontes vegetais, mas são má absorvidos no intestino. Outras fontes como gema de ovo e frutas secas também têm uma pequena quantidade.

A vitamina C, principalmente do suco de limão, pode aumentar em até três vezes a absorção de ferro no intestino. Ingerir limonada compensa o efeito negativo que o fitato (presente nos farelos) e que os taninos, presentes nos chás, exercem sobre a absorção do ferro.

 

CAUSAS DE ANEMIA

– Menstruação excessiva;

– Pequenos sangramentos no estômago ou no intestino;

– Alguns vermes;

– Baixa ingestão de alimentos que contenham ferro;

– Problemas renais;

– Presença de metal pesado (alumínio, chumbo e mercúrio);

– Gestação;

– Doença celíaca;

– Intolerância à lactose.

 

SINAIS E SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA DE FERRO

– Imunidade baixa;

– Cansaço, indisposição, alteração do humor;

– Sensibilidade ao frio;

– Tontura;

– Falta de apetite;

– Irritabilidade;

– Alterações na língua;

– Sonolência;

– Queda de cabelo, unhas quebradiças;

– Aceleração do coração (taquicardia);

– Dificuldade de concentração e memorização (muito comum em crianças).

 

QUEM TEM ANEMIA DEVE

– Evitar ingerir muito magnésio, cálcio e zinco pode interferir na absorção do ferro;

– Não tomar café, chá verde, chá mate ou chá preto após as refeições (devido à cafeína e aos taninos presentes nos mesmos);

– Evitar o consumo de lácteos (leite, queijo, iogurtes, chocolate ao leite). O cálcio diminui a absorção do ferro;

– Não fazer uso de antiácidos para o estômago;

– Os idosos devem ter ácido clorídrico suficiente no estômago para que a absorção seja adequada;

– Tratar gastrite e as azias (pois dificultam a absorção de ferro);

– Evitar a ingestão de açúcar e de álcool;

– Evitar o consumo de alimentos que contenham farelo de trigo;

– Gerenciar o sangramento menstrual.

 

COMO AUMENTAR A ABSORÇÃO DO FERRO

– Tomar uma limonada sem adoçar antes do almoço ou jantar;

– Temperar as saladas com limão (esse costume popular favorece o aproveitamento do ferro contido nos alimentos);

– Aumentar a ingestão de legumes, frutas, agrião, espinafre, beterraba, abacate, semente de girassol, uva, damasco, melado, vitamina C, B12 e ácido fólico;

– Consumir carne vermelha ou proteínas de origem vegetal em quantidades adequadas;

– Tratar verminoses.